
Fonte: Deviantart
Eis o momento da espera.
Me vesti calmamente, coloquei minha roupa branca, mas por uma questão de costume do que crença. Aquele não seria um ano de paz, seria um ano de trabalho, definições importantes e, principalmente, espera.
Iniciei meu ano com essa premissa e batalhei cada dia tentando manter a paciência e o foco no que era ou acabou se tornando importante.
Nunca gostei de esperar, mas já o fiz muitas vezes. Minha tolerância tem estado ácida há algum tempo. A agressividade tomou lugar em mim várias vezes e em tantas eu mesma me impigi dor. Não sou lá muito boa em causar dor alheia, embora alguns digam o contrário. Eu mesma sofro mais, porque eu me dôo mais, por não exigir nada. A companhia amiga já me satisfaz.
Ao me manter em silêncio eu causei um mal maior. Ao relevar atitudes impróprias e ser condescendente com posições egoístas, eu me trai e trai aqueles quem amo.
Hoje minha reflexão soma todos esses pensamentos e sensações. Somo, separo, somo novamente, mas dessa vez classificando, ordenando e definindo minha postura e uma solução. Ou algo próximo a isso.
Não posso mais amar quem não me ama. Muito menos respeitar aqueles que não me respeitam ou destinar minha atenção àqueles que se vêem ocupados demais quando a recíproca é importante.
Há alguns meses resolvi usar aquela balança esquecida e cheia de pó que anos não tinha serventia. Não o fiz por gosto, mas por justiça.
A todos cujo chapéu oferecido aqui se ajustou muito bem às suas cabeças: Não me dôo mais! Procure o móvel mais próximo a vocês para se recostarem e despejarem seus problemas (sugeriria um utensílio próprio mas seria muito grosseiro…).
Érica está “off”! Em reformas!
Chegou o momento de exercer minhas vontades.
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